We're all unplugged

quarta-feira, março 30, 2005

Dia da Defesa Nacional

Hoje foi o meu dia de ir ao Alfeite, depois de adiar o dia da defesa em Queluz.
O que é que eu tenho a dizer? Bem, posso dizer que foi bom. Os soldados são simpáticos, dizem palavrões, falam de igual para igual, e não estão ali para chamar pessoal para ingressar nas Forças Armadas, mas apenas para as apresentar(os três ramos) e dar umas noções sobre deveres militares e sobre o Estado e Cidadania. Pá foram uns gajos porreiros, um(do exército) era da Póboa do Barzim e tinha um sotaque engraçado, outro(Força Aérea) era do Cacém e era uma beca pó bera, mas era simpático, e havia um jovem aspirante-a-oficial(Marinha), gira. Chegou depois também outro da Força Aérea, um divertido do caraças.
O gajo da Póboa mandava assim umas graçolas para a mangueirada se rir uma beca, por exemplo "No final temos um inquéritozinho. Quem tiver tido uma aventura sexual intensa ontem à noite ... pode escrever com a mão esquerda". Fartei-me de comer à pala: lanche a meio da manhã, almoço( bitoque com uns bons bifes ), e lanche da tarde. Entrei numa corveta, mexi numa Glock, numa MG-3, etcetera, material dos fuzileiros(os gajos lá tem equipamento do caraças(visão nocturna, rádios todos xpto, que dá para enviar só pelos ruidos das cordas vocais, coletes, botes, morteiros, armas de sniper, bué cenas. A base é grande, há uma vedeta que faz a ligação Alfeite-Lisboa de borla, há autocarros da Marinha. Os mergulhadores são uns grandes malucos, nadam do Montijo até ao Alfeite e depois ainda têm que subir pelas amarras dos navios !!!(eu vi). Havia uma rapariga muito gira da Marinha na messe(se quiser podes-me telefonar), provámos um pouco da rigidez militar(o pessoal que não tirou o chapéu no hastear da bandeira foi chamado à atenção).
Importante foi também os próprios militares afirmarem que nem tudo é bom, que se um gajo está bem cá fora (emprego ou estudos) escusa de ir para ali.

Para o fim preenchimento de inquéritos, ao som de Queens of the Stone Age(No One Knows), depois Red Hot Chili Peppers, e depois Chico Fininho, Taxi, Dunas, enfim, exitos dos 80, variações incluido.

Mais momentos risiveis: um gajo de apelido Pila, motivo de gozo (Pila chegue à frente)
num filme tá o militar a pintar a cara pa se camuflar, e comenta o gajo "este é o nosso militar a preparar-se para ir para a Kremlin" e mais tarde, com o militar com os olhos brilhates da tinta verde "tão a ver, ele até pintou os olhos, isto entrar na Kremlin é pior que uma guerra"e mais ainda no fim do filme, o militar com aqueles sorrisos de felicidade de orelha a orelha forjados diz o gajo "isto é ele depois de conseguir entrar" . Isto assim não tem muita graça, mas isto só estando lá.

Dia da Defesa Nacional, recomendo a todos, é uma missão bem feita, pelo menos no Alfeite

terça-feira, março 29, 2005

Clã Aula Magna 28/3 Semana da Juventude

Cheguei à bocado a casa, vindo da Aula Magna. Suado, ligeiramente surdo e rouco, com sede. Estive a ver os Clã!!! Tudo graças à Joana, à Maria e à Margarida, que correram Lisboa à procura de convites e lembraram-se de mim. Agora tenho que lhes construir um templo para idolatrá-las. O que eu ia perder se elas não se lembrassem de mim! Foi realmente um grande concerto. Aula Magna cheia, aplausos efusivos logo à entrada da banda. Começaram pelo "Cromo", depois, com uma força do caraças, "Fahrenheit", e por aí fora, não interessa o alinhamento. O que interessa é que os Clã são os maiores, Manuela Azevedo é a maior, Aula Magna ao rubro a dançar na corda bamba(para quê ficar sentado?), Aula Magna a reflectir sobre o crime passional, Aula Magna a libertar-se do problema de expressão, e por aí fora. A Manuela Azevedo tão depressa é uma vocalista enérgica como delicada. Como dizia a Joana, nela tudo é harmonia, parece que tudo o que ela toca se transforma em borboletas.
E no final dos dois encores(acho eu): GTI, para satisfazer os pedidos suplicantes das não sei quantas mil pessoas que ali estavam e fechar em beleza um concerto do caraças, em que transpirei umas litradas de suor, o que é sempre indicador de um bom concerto.


Na primeira parte: Hipnotica, uma banda com um saxofonista doido(Abdul), que se mata todo a soprar que nem um maluco. Fazem tipo um jazz muita maluco (acho eu, não percebo nada disso), mas para mim só lhes faltou partirem a harpa e o saxofone contra as colunas de som, estilo Kurt Cobain e afins

quarta-feira, março 23, 2005

Era uma vez...

Era uma vez uma menina muito bonita e inocente! Certo dia ela acordou no seu leito quente, acolhedor, confortável, paradisíaco, e, com um grande sorriso, lembrou-se que estava em férias e que podia aproveitar esse seu leito.
Mas de repente!!! Às 10 da madrugada!!! Um som ensurdecedor abala este conforto! ERA O MALVADO VIZINHO DO BERBEQUIM (o de cima) QUE ESTAVA A ATACAR OUTRA VEZ!!!
Já no dia anterior a menina bonita e inocente tinha sido atacada por ele O DIA TODO!!!!
A menina bonita e inocente ficou muito chateada com o vizinho do berbequim, e depressa o conforto que anteriormente sentia fugiu ao barulho que o vizinho fazia.
Ainda cheia de esperança, tenta aproveitar mais um pouco o seu bom leito, mas sem sucesso.
Foi nesse momento que a menina bonita e inocente começou a blasfemar fortemente o vizinho do berbequim, sonhando com dinamite na casa do vizinho, com um berbequim feito em areia, com uma queda trágica do vizinho que o impossibilitava de continuar a fazer obras, com a primitiva pancada na cabeça do vizinho com um taco, correcção: as primitivas pancadas... seguidas... e violentas...
A menina mesmo assim permaneceu no seu leito com esperança que o barulho ensurdecedor acabasse. Mas não... O vizinho mau persistia com o seu ataque. A menina começou a acreditar que o vizinho mau fosse fazer um buraco da casa dele para a sua tal era a vibração DE TUDO (secretária, cama… lençóis) por causa do berbequim…
O vizinho do berbequim venceu esta batalha (e ainda vence) e a menina bonita e inocente levantou do seu leito muito contrariada prometendo má disposição para o resto do dia e gratidão a quem a levasse da sua casa durante a tarde...

segunda-feira, março 21, 2005

o fim de uma era

É sempre mau quando algo chega ao fim. Mesmo que sejam momentos complicados, existe sempre algo que faz com que haja "aquele sentimento esquisito" no fim.
Estou a ser sentimental de mais, não é? Bem, mas pouco importa.
A nossa vida, como sabem, é composta por Eras. Eu estou a chegar ao fim de uma.
Fui trabalhar para a segurança social, onde aprendi muito, no que diz respeito à vida, ou pelo menos, o que me espera.
O trabalho nem era nada de especial, era um pouco aborrecido. Eu posso dizer que muitas vezes não trabalhávamos, mas o que é certo é que haviam objectivos a ser cumpridos. Éramos mal pagos, o que em Portugal não é novidade (520 euros por 8 horas de trabalho é pouco), e havia muita merda todos os dias. Não havia grande motivação, coisa que é necessária em qualquer trabalho. Só espero que nós consigamos arranjar um emprego que gostemos, o emprego que nós queremos, e que quando estivermos nele, que não contemos os segundos para ir para casa. A única coisa que me fazia ir trabalhar todos os dias era os amigos que fiz. Coisa que também aprendi é que em todos os trabalhos (sejam eles temporários ou fixos) os amigos são sempre temporários, o que é péssimo. Depois de convivermos 9 horas por dia, durante 6 meses, dum momento para o outro, vemos os partir. A Ovelha Mansa uma vez disse que na universidade era difícil fazer amigos, pois o tempo é escasso e as turmas não são fixas. Pois no trabalho é difícil mantê-los.
Agora o trabalho chega ao fim e vai cada um para o seu lado, havendo possibilidade da taskforce renascer em Junho, mas duvido que o grupo seja o mesmo. (estou cheio de nostalgia).
Trabalhar em algo que não tem relação nenhuma com a minha área foi uma grande experiência. No inicio, a taskforce tinha 10 membros. Hoje tem 4. No dia 11 de Abril será completamente desmantelada.
O único sobrevivente será o coelho assassino...

sábado, março 19, 2005

Mau, muito mau

Dois pedaços de tarde muito maus:
  1. Sexta feira, aula de laboratório, o professor é simpático, mas fala devagar, ouve-se a àgua a escorrer pelos canos, ouço as betas trás de mim "a camisola do Chico é muito fash", as cadeiras são podres. A aula acaba, comboio. Está calor na rua, nuvens. No comboio está ainda mais calor, demasiado calor. Uma preta doente perto de mim telefona para casa para a irem buscar à estação.Contorce-se com febre. Um preto fica ao pé da porta, temo que me roube. Saca de notas do bolsa e começa a contá-las, agitando a pulseira de ouro. Mais tarde entra outro preto, casaco longo e calças de flanela muito largas. Depois de estar um bocado de pé vem-se sentar mesmo ao meu lado. Tem o cabelo puxado para trás, untado com gel, borbulhas na cara. Quando olho vejo que está com o casaco por cima das pernas e as mãos por baixo do casaco. Ponho a hipótese de ele estar a bater uma. Terrível, terrível, terrível.
  2. Lisboa, hoje à tarde, fui arrastado para a Feira Social. Calor, nuvens. Pela Praça da Figueira e pela Rua Augusta, o cenário é muito triste. Todos os prédios da Praça da Figueira têm as àguas furtadas em semi-ruina, as paredes estão enegrecidas, há merda de pombo pelo chão. Só gosto de ver os skaters e a Bana. Rua da Betesga, Rua Augusta: aqueles gajos que fazem inquéritos, pedintes, tarados, turistas, meio-ricos, pobres, sujos e lavadinhos. Tudo! A Rua Augusta estava cheia, turistas a comer naquelas tristes esplanadas(coitados), empregados na galhofa a dizer alarvidades, uns parvalhões de bicicleta no meio da multidão(estúpidos), o homem-estátua autentico, com o palhaço que faz de homem-estátua vestido de palhaço está atrás dele a lucrar uns cobres a vender balões(nem sequer tem a caa pintada!), o ciganito do cãozinho e do acordeão, toca mas é completamente abafado pelo ruido de um berbequim numa varanda. O Elevador de Santa Justa tem com plano de fundo um prédio arrruinado. Toca uma tuna, vendem-se quadros, as ruas estão muito cheias, não gosto. Feira Social, só me interessa as rampas. Os gajos do bmx dão-lhe forte, nunca tinha visto ninguém sacar tailwhips com tanta pinta(nunca tinha,aliás, visto ninguém fazer um tailwhip). Acabou, Rua Augusta de novo. Quando as mulheres bonitas passam, uns perdidos quaisquer lançam piropos ordinários, dois miudos com a cara pintada de homem-aranha ameaçam todos com espadas de balão. Outra espada de balão ameaça o homem-estátua, muito frágil om os seus olhos colados nas palpebras. Pedintes romenos, gajos dos inquéritos, traficantes(?), prostitutas(?), senhores e senhoras, italianos, espanhóis, alemães, suecos, japoneses, drogados, pobres, tristes, contentes, doentes, junte-se a tudo isto um cheiro pestilento e tem a Baixa de Lisboa Sábado às 17h.

Festas da Cidade

Tony Carreira em concerto na cidade de Agualva-Cacém, nas festas da cidade, dia 2 de Julho. Já tivemos bons concertos, mas este deve ser o único com um artista capaz de encher Coliseu e Olimpia de Paris repetidas vezes , e verdadeiramente idolatrado por milhares de fãs

quarta-feira, março 16, 2005

A opressao dos revisores

p.s. (sobre o post do vestia, dos decotes): pois é, tens muita razao, hoje tambem vi 2 mamitas que (e olha que juro!), aclamavam por liberdade, saltitando como se nao houvesse o amanhã. Eu diria mais, eu diria que, claramente, aqueles seios tinham parkinson, tal eram os tremeliques.

Agora sobre o meu post propriamente dito: ESTOU REVOLTADO COM ESSA NOVA TRETA DE METEREM BARREIRAS DE REVISORES(os chamados "picas") NAS ENTRADAS DAS ESTAÇÕES!
É assim, eu percebo que queiram elevar a eficiencia dos seus trabalhos, mas isto é ridiculo. Quer dizer, eu chego à estaçao e como com os revisores que dizem "da ca o bilhete", como quem diz, da ca o rabinho. E eu dou. Mal arrumo o passe, entro no comboio, sento me E COMO OUTRA VEZ COM O REVISOR.
Bem, a estaçao é um lugar publico, e eu nao compro o passe para entrar na estação, mas sim para entrar no comboio, que me leva do ponto A ao ponto B, por isso tem logica pagar.....ja os revisores nao me levam a lado nenhum.
Daqui a pouco tempo, mal um gajo se levanta da cama, tem um revisor ao lado a pedir o vale transporte para nos levantarmos. Entao tiramos o bilhete dos testiculos (entre um e outro) e damos o raio do bilhete ao homem (bilhete esse que vem quentinho). Chegamos à casa de banho e ja esta la outro, que ja vem com ela fisgada pa te pedir o vale transporte.
Eu sei onde isto vai parar. Isto vai parar ao 2º 25 de abril. Uma nova revolta dos cravos, mas desta vez espetamos os nos olhos dos revisores e de quem teve esta brilhante ideia. E ja agora tambem furavamos o pinderico que teve a ideia de "haver comboios de 4 em 4 minutos". esses gays.


tenho dito

Decotes

Chega o calor e zás! fez-se o chocapic

Hoje fartei-me de ver deccotes arrojadissimos, e de certeza que fiquei ccom cara de parvo a olhar. Se isto em Março é assim, posso concluir que este ano é muito prometedor.

Desde estudantes, lojistas, executivas, novas, velhas, todas mostravam zonas do busto que têm andado ocultas o ano inteiro e assim deviam ter continuado, a bem da saude cardiaca dos velhotes babosos.

Concluo por aqui este meu apontamento, ainda com imagens de mamas a balançar ao ritmo de passadas aceleradas a passar pela minha mente

segunda-feira, março 14, 2005

Cacém

Pois é... o Cacém cresce a olhos vistos.
A qualidade desta foto não é das melhores, mas deixem-me vos explicar. Esta é a varanda da minha casa, que agora está tapada. Quem já foi a minha casa deve se lembrar da paisagens de prédios rosa e brancos e azuis e brancos que se vê desta varanda actualmente. Deve-se também lembrar da escola primária que daqui não se vê. Mas nesta foto não se vê nada disto. Não sei dizer a data desta foto, mas trata-se da minha tia Rute a segurar o que deve ser a minha irmã ana (hoje com 23 anos) que na foto não deve ter um ano. Agora façam as contas... enquanto isso, aproveitem e tentem analisar (apesar de não ser muito possivel) o verdadeiro campo que era o cacém.

domingo, março 13, 2005

82 quilogramas

Pois é caros amigos, soam os alarmes, neste momento peso 82 quilos. Passei a barreira psicológica dos 80, e mais preocupante ainda: da última vez que me pesei pesava 76 kg. Foi antes do Natal

sexta-feira, março 11, 2005

revenge of the sith: o trailer final

Hoje saiu o novo trailer do star wars 3. Estou contente.
Este é o trailer definitivo e mostra muito mais cenas do que o antigo. Pelas imagens, vai ser um grande filme, tudo bem que é daqueles fimes em que tudo é grande.....grandes explosoes, grandes efitos especiais (nao tao grandes representaçoes...)...mas mesmo assim, caramba, ve se que vai ser bastante divertido assistir a este filme que pertence, afinal de contas, a uma saga que revolucionou o mundo. Tudo aponta para um grande final(ou começo, depende da perspectiva)da saga da guerra das estrelas.
O trailer, supostamente, so esta no site oficial mas tem que ser pago. Mas o site cinefilos.tv, esses camaradas, enfiaram pra la o trailer totalmente gratx.
aqui esta a morada:
revenge of the sith

hasta à la coisa

:)

million dollar baby

No outro dia, aqui o vosso amigo foi ver este grande filme, que venceu ao aviador nos oscares e que é o segundo filme mais visto em Portugal(em primeiro esta Constantin) .
Million dollar baby, ou em tuga, sonhos vencidos, fala sobre uma rapariga de 30 e poucos anos (acho que era 30 e poucos.....ou era 20 e poucos?...nao interessa) e sempre teve o sonho de ser campea do mundo em pugilismo. Mas o gajo que ela queria que a treinasse (o sotor clint eastwood) nao treina gajas.
O filme tem representaçoes muito boas, a actriz Hilary Swank mereceu o oscar, e o clint tambem, no que diz respeito à realizaçao.
O filme apesar de ter muita "comedia" la pelo meio, é bastante deprimente, principalmente o final. Apesar do filme abordar o tema de pugilismo, a ultima meia hora ira aboradar outro tema, completamente diferente.
Aconselho este filme a todos, nao é preciso verem no cinema, mas assim que sair em dvd, nao hesitem em aluga lo. vale mesmo apena.

domingo, março 06, 2005

Aguenta isto? Então aguenta tudo!

Hoje fui com a familia ao Parque das Nações, por volta das sete o meu irmão teve fome e fomos para o Vasco da Gama buscar qualquer coisa ao MacDonalds. Ora bem já tinha ouviddo dizer que sábados À tarde são de evitar nos cnetros comerciais, e hoje percebi porque é que raramente ponho lá os pés nessas alturas. O inferno é ali. Não há espaço para toda a gente, os miudos berram, as mulheres sorriem por gastarem dinheiro, os homens estão fartos daquela merda, também há mulheres fartas daquela merda. O terror completo dá-se na zona da restauração: centenas de pessoas, pratos a partirem-se, tropeça-se em míudos, as pessoas comem de pé.
Ao pé daquilo até me parece agradavel apanhar o metro cheio e ir de pé e ser pisado, por isso sugiro à autoridade que tutela os tansportes uma campanha publicitaria que se baseie em imagens de centros comerciais e que tenha como slogan algo como "Gosta disto? Então vai adorar os transportes públicos!"

sexta-feira, março 04, 2005

Lei anti-tabaco

“O Executivo decidiu abrir excepções, para os estabelecimentos que não tenham capacidade para criar locais específicos, com ventilação própria, para os fumadores. Neste caso, os proprietários poderão fazer um requerimento à autarquia para serem considerados restaurantes para fumadores.
Isentos estão também os estabelecimentos de diversão nocturna, uma excepção justificada pelo ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira, aos microfones da Rádio Renascença. De acordo com o governante, os restaurantes são de uso generalizado da população, mas quem sai à noite e vai para bares e discotecas «sabe bem para onde vai».”

(diariodigital.sapo.pt)

“A lei vai impor a proibição de fumar nos locais de trabalho. Ressalva no entanto a possibilidade das empresas criarem locais específicos para se poder fumar sem afectar os colegas de trabalho.
Mas esses locais têm que ter ventilação separada do resto do edificio
Nos restaurantes, bares e discotecas a regra também muda. Vale agora a proibição total de fumar nestes locais.”
(rtp.pt)

Então? Haverá bares sem fumo ou não? Será que algum dia vamos mesmo avoluir quanto a este assunto? Ou seremos para sempre um país de fumo?
E quando é que esta linda lei entra em vigor? Quando é que poderei começar a esfregar esta lei na cara dos fumadores?
Será que bares e cafés sem fumo continuarão a ser meros sonhos?

Momento Lost In Translation

Comboio Areeiro-> Sintra, 11h05, Sete Rios, entra um casal de jovens japoneses, em lua-de-mel ou algo assim. O comboio vai cheio e nem lhes estava a ligar nenhuma, mas à medida que foi esvaziando, comecei a sentir-me cada vez mais na pele deles. Ela olhava repetidas vezes para o diagrama da rede, não deviam ter a certeza quanto ao comboio. Em Benfica entra uma daquelas equipas de fiscalização da CP, que metem medo: oito revisores! Foi aí que começei mesmo inconscientemente a ver a Linha de Sintra como um estrangeiro. Pelos vidros entrava aquela luz dos dias solarengos de Inverno. Olhei para Santa Cruz/Damaia com um olhar curioso, passei indiferente pela Reboleira. Na Amadora entra um grupo de uma escola em visita de estudo, uns miudos barulhentos. Gostei da agitação, não sei se os japoneses também gostaram, mas ficaram a conhecer a miudagem dos suburbios de Lisboa. Sairam logo a seguir, em Queluz, sossego de novo. O comboio parte, olham pela janela, mostram interesse pelo casario ao pé da estação de Monte Abrãao, depois da estação vêem o Palácio de Queluz, debruçam-se, sol radioso. Barcarena, aí sim momentos totalmente cinematográficos. De fora do comboio não há nada que interesse muito para além da luz, prédios e pessoas. Eu entretenho-me a olhar para os sinais do ccomboio: proibido fumar video-vigilância apresente o seu titulo de transporte oriente vila franca rossio merces coima de 50 euros. Sinto-me como quando tinha 7 anos. O comboio guincha, em Barcarena olho para as pessoas na gare, os japoneses não sei. De Barcarena para o Cacém vê-se o IC19, os japoneses estão curiosos, olham para a encosta da Cambournac, o sol está delicioso, vejo uma fábrica, a antena dos telemoveis,uma casa qualquer que nunca tinha visto, as àrvores da quinta dos missionários parecem-me outras. maiores ainda. Prédios do Casal do Cotão: os japoneses olharam muito para eles. Sol de Inverno. Levantei-me para saír mais cedo do que é costume(eles estão sentados ao pé da porta), queria espreitar por cima dos ombros deles. Liam qualquer coisa em japonês. Ele tinha barba e gorro, ela era bonita. Iam para Sintra. Fiquei no Cacém, acabou o filme, de volta a casa ando devagar.

terça-feira, março 01, 2005

"Guimareins"

Vocês nunca tiveram vontade de sair quando entram na Guimarães (loja de sapatos)? Eu cá tenho. Hoje fui lá e tive vómitos logo quando vi que a “musica ambiente” era brasileira, mas daquelas de dançar. E depois lembrei-me que aquilo era só para variar… Eles têm sempre música brasileira, daquela bem irritante, tipo Netinho (para quem ainda se lembra dele).
MAS QUEM É A BRILHANTE INTELIGÊNCIA QUE SÓ SABE POR MUSICA BRASILEIRA NUMA SAPATARIA. Uma pessoa nunca aguenta mto lá…
Eu sei que existe um esquema nos restaurantes fast food que é por música mexida para uma pessoa entrar e sair logo a seguir… Mas numa loja de roupa ou de acessórios não faz muito sentido… Quanto mais a pessoa passeia, mas ela vê, mais ela compra… n?
E desta vez a música era da “mordchidá do tubarão”! E num dádo momento ouvi-si o cantor dchizendo (e via-se que a musica foi gravada num concerto) “quando a mordchida é na frentchi, dá um pulinho prá frentchi, quando à mordchida é atráis, dá um pulinho prá trais, e sai com uma voltchinhá!”.
Aguentar-me lá dentro foi uma curtchição!